Na bonança do Redata, lobby das renováveis tenta tirar o gás do jogo; veja o Radar Energia XP | Setembro – XP Investimentos

set 17, 2026

Os investidores estrangeiros movimentaram 60% do valor de fusões e aquisições do setor de energia no Brasil nos últimos três anos, segundo um levantamento da consultoria Acorn Advisory. O estudo foi realizado com base em dados da TTR Data referentes ao período de julho de 2023 e junho de 2026. Os investidores estrangeiros, entretanto, foram responsáveis somente por 30,7% das aquisições de controle. De acordo com a Acorn, a diferença entre o valor e a participação nas transações evidencia a concentração do capital internacional em ativos de maior porte. Enquanto o ticket médio das operações com compradores estrangeiros foi de R$ 1,2 bilhão, o das transações domésticas foi de pouco mais de R$ 200 milhões. “O investidor estrangeiro se concentra principalmente nos ativos de maior porte, enquanto os consolidadores locais continuam muito ativos no mid-market”, afirma o sócio da Acorn Advisory, Gabriel Silva. Nos últimos três anos, foram realizadas 189 aquisições de controle no setor de energia. Em 2025, o setor registrou 24 aquisições por compradores estrangeiros, quase o dobro das 13 observadas em 2024. A participação do capital internacional nas aquisições de controle em energia passou de 21% para 36% no período. “Por trás desse volume, há dois movimentos principais: a reciclagem de portfólio pelos grandes grupos e um mercado de renováveis ainda fragmentado, que segue oferecendo ativos para consolidação”, diz Silva. Das 58 operações realizadas por investidores estrangeiros nos últimos três anos, cerca de metade é de ativos de geração. Entre as fontes, a energia solar lidera, seguida por eólica e depois pela hídrica. Transmissão e distribuição representam cerca de 17% das transações. (Eixos)

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