A importância do M&A na moda consciente e circular.

ago 1, 2022

O setor de moda tem buscado cada vez mais desenvolver sua cadeia produtiva sendo mais sustentável e economicamente circular, pautada no ESG (Environmental, social, and corporate governance). Mas sabemos que não é fácil, mas necessário!

É de conhecimento mundial, que o setor de moda não é nada amigável com o meio ambiente, além dos escândalos que envolvem confecções que usam trabalho infantil ou análogo à escravidão. Os dados mais recentes sobre o impacto no meio ambiente apontam que a indústria da moda é responsável pelo descarte de 20% das águas residuais do mundo (água descartada após uso em atividade humana), de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

O olhar mais atento do consumidor para essas pautas de sustentabilidade tem pressionado as marcas e companhias, junto com as leis governamentais que também contribuíram para esse movimento de mudanças.

As questões ambientais, sociais e de governança (ESG) tornaram-se um item fundamental da agenda dos conselhos de administração e das transações de M&A.

Na pesquisa recente feita pela Bain & Company, realizada com 281 executivos de fusões e aquisições, 65% esperam que o foco de sua própria empresa em ESG aumente nos próximos três anos. Essa visão se estende ao M&A, mais da metade dos entrevistados veem a liderança ESG como um elemento para melhor valorização de ativos ou esperam que esse seja o caso no futuro, confirmando a efetividade do tema no contexto.

Com surgiu o tema ESG no mundo M&A?

O ESG surgiu no mercado financeiro como uma forma de medir o impacto que as ações de sustentabilidade geram nos resultados das empresas. A sigla surgiu a primeira vez em 2004, dentro de um grupo de trabalho do Principles for Responsible Investment (PRI), rede ligada à ONU que tem objetivo de convencer investidores sobre investimentos sustentáveis.

James Gifford, economista que liderava o PRI, resumiu o significado de ESG:

“O ESG é apenas um subgrupo inserido no contexto maior do investimento sustentável. Se você tem uma responsabilidade, não deveria estar pensando num horizonte de 9 meses, mas sim de 9 anos, ou de 20 anos. E quando se considera esse horizonte, temas como mudanças climáticas, riscos sociopolíticos etc., se tornam relevantes. Não é mais sobre ética.”

Produtos etiqueta unica

Case Acorn Advisory | ETIQUETA ÚNICA + IGUATEMI

Recentemente, a Acorn atuou como assessor financeiro exclusivo dos acionistas da Etiqueta Única na venda de 23% para o Iguatemi, uma das maiores empresas no setor de shoppings e real estate do país. As duas marcas se uniram para promover uma Moda Colaborativa e Sustentável com o objetivo de ampliar o tempo de vida de produtos de luxo, o consumo consciente e a economia circular.

Com a aquisição, o Iguatemi embarca em um nicho que está em acelerada expansão e que busca promover um consumo mais consciente.

Etiqueta Única recebeu inverstimento de captal de crescimento e vendeu uma participação minoritária para Iguatemi em março de 2022

Ainda temos um longo caminho pela frente, mas a questão que fica é: como você vê o futuro da moda no universo sustentável e social?

#ESG #consumoconsciente #environmental #moda #economiacircular

 

Fonte: Estadão / Harvard Law School Forum on Corporate Governance / Bain & Company / Fusões&Aquisições.com